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Goiás tem aumento de mais de 500% em microempreendedores individuais em 10 anos

Goiás tem aumento de mais de 500% em microempreendedores individuais em 10 anos Mariana Malheiros Oliveira, de 30 anos, trocou a rotina da advocacia por linhas...

Goiás tem aumento de mais de 500% em microempreendedores individuais em 10 anos
Goiás tem aumento de mais de 500% em microempreendedores individuais em 10 anos (Foto: Reprodução)

Goiás tem aumento de mais de 500% em microempreendedores individuais em 10 anos Mariana Malheiros Oliveira, de 30 anos, trocou a rotina da advocacia por linhas, agulhas e vestidos de crochê feitos à mão. O que começou como um interesse pessoal virou negócio e mudou completamente a vida dela. Histórias como a de Mariana ajudam a explicar um movimento que cresce em Goiás. Segundo dados do Sebrae, o estado saiu de cerca de 80 mil microempreendedores individuais em 2016 para mais de 518 mil atualmente, um crescimento expressivo 20,5% ao ano. Ao longo da década, o crescimento foi de 548% (veja abaixo como se tornar um microempreendedor individual). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp No caso de Maria, ao se tornar empreendedora, ela afirma que passou a ter mais qualidade de vida, com mais tempo para a família e uma rotina mais flexível, algo que não conseguia quando trabalhava fora o dia inteiro. A virada aconteceu quando decidiu se formalizar como Microempreendedora Individual (MEI). Com isso, passou a ter mais estrutura, organização e segurança no negócio. “O MEI me ajudou na organização, na emissão de nota fiscal e até em momentos difíceis”, conta. Segundo Mariana, a formalização também trouxe mais credibilidade, permitindo fechar trabalhos com empresas e órgãos públicos. Ela ainda destaca que, após um problema de saúde, conseguiu receber auxílios que desconhecia antes de se tornar MEI. Mariana criou empresa de crochê do chão da sala Guilherme Alves/ O Popular Do sonho ao negócio Se para Mariana o empreendedorismo surgiu de forma inesperada, para Susan Santos, de 29 anos, foi também uma necessidade e uma construção ao longo dos anos. Criada em um contexto de dificuldades, ela encontrou na dança uma forma de expressão ainda na infância. Sem condições de pagar aulas, começou aprendendo sozinha, observando coreografias e reproduzindo movimentos até desenvolver técnica própria. Anos depois, já formada em dança pela Universidade Federal de Goiás (UFG), decidiu transformar a habilidade em profissão. Com poucos recursos e muita vontade de crescer, criou a escola Ginga Funk, em Goiânia. O início foi simples: uma sala, poucos alunos e cerca de R$ 800 de investimento. “Eu precisava de uma estratégia para sobreviver. A dança era o que eu tinha”, lembra. Desde o começo, ela buscou formalizar o negócio como MEI, o que permitiu emitir nota fiscal e ampliar as oportunidades de trabalho, incluindo contratos com empresas e participação em projetos culturais. Susan no estúdio do Ginga Funk, em Goiânia Guilherme Alves/ O Popular Com o tempo, a escola cresceu, passou a atrair mais alunos e ganhou visibilidade. O projeto também ultrapassou fronteiras: a Ginga Funk já participou de eventos e iniciativas com repercussão nacional e internacional, levando a dança como ferramenta de transformação social. Além das aulas, o espaço também se tornou um ambiente de acolhimento, especialmente para mulheres e jovens, onde a dança é usada para fortalecer autoestima e identidade. LEIA TAMBÉM: Projeto 'Profissão Repórter' procura estudantes de jornalismo para imersão; veja como participar Goiana transforma bico em empresa de faxinas nos EUA e fatura mais de R$ 14 milhões por ano Goiano faz sucesso vendendo pequi nos Estados Unidos Susan mostrando passos de dança, em Goiânia Guilherme Alves/ O Popular Porta de entrada para o empreendedorismo Seja no crochê que virou fonte de renda ou na dança que se transformou em negócio, o que une esses casos é a possibilidade de recomeçar com mais autonomia e perspectiva de crescimento. De acordo com o gerente da unidade de gestão estratégica do Sebrae Goiás, Francisco Lima Júnior, o MEI se consolidou como uma das principais formas de entrada no mundo dos negócios. Segundo ele, a facilidade de abertura, o baixo custo e a menor burocracia tornam o modelo mais acessível para quem deseja empreender. Além disso, a formalização permite que o empreendedor tenha acesso a benefícios importantes, como emissão de nota fiscal, crédito e proteção previdenciária. O especialista também destaca que o crescimento dos pequenos negócios gera impacto direto na economia. "Quando o empreendedor aumenta a renda, há um reflexo no consumo, principalmente no comércio local, criando um ciclo positivo que movimenta diferentes setores", afirma Francisco. Crochê fez empreendedora triplicar a renda Guilherme Alves/ O Popular Segundo o economista André Amorim, o avanço dos microempreendedores tem impacto direto na economia, mas também traz sinais importantes sobre o mercado de trabalho. Ele pondera que parte desse crescimento não ocorre apenas por oportunidade, mas também por necessidade, diante das dificuldades de inserção no emprego formal. “Ele aquece a economia, mas também sinaliza fragilidade no mercado de trabalho”, afirma. André Amorim explica que o acesso ao crédito e à formalização melhora o potencial de crescimento dos microempreendedores, mas não elimina os obstáculos estruturais. Fatores como juros elevados, baixa qualificação e a alta concorrência em alguns setores ainda limitam a expansão desses negócios. Susan mostrando passo de dança em seu estúdio, em Goiânia Guilherme Alves/ O Popular Veja como se formalizar como MEI O processo para se tornar Microempreendedor Individual (MEI) é gratuito e pode ser feito totalmente online, pelo Portal do Empreendedor do Governo Federal. Segundo o Sebrae, o empreendedor também pode buscar atendimento presencial ou remoto para receber orientações sobre a atividade, documentação e obrigações da empresa. Para se formalizar, é preciso: faturar até R$ 81 mil por ano; exercer uma atividade permitida para MEI; não ser sócio de outra empresa; contratar no máximo um funcionário. Documentos necessários: CPF; RG ou CNH; Comprovante de endereço; Título de eleitor ou recibo do Imposto de Renda; Endereço onde o negócio funciona. Em Goiânia, o Sebrae também orienta levar o IPTU em atendimentos presenciais. Cadastro no Portal do Empreendedor: O cadastro é feito pelo site oficial do governo federal. O empreendedor precisa: Acessar a conta Gov.br; Preencher os dados pessoais; Escolher a atividade econômica; Informar endereço e forma de atuação; Confirmar as informações Após a conclusão, o sistema gera automaticamente o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI), que funciona como o CNPJ da empresa. Contribuição mensal Depois da formalização, o MEI passa a pagar mensalmente o DAS, documento que reúne os tributos da categoria. O valor varia conforme a atividade exercida e garante benefícios como: Aposentadoria; Auxílio-doença; Salário-maternidade. O pagamento pode ser feito por PIX, débito automático, aplicativo ou internet banking. Mantenha a empresa regularizada Após abrir o MEI, o empreendedor também precisa: Emitir notas fiscais; Organizar receitas; Pagar o DAS mensalmente; Entregar a Declaração Anual de Faturamento. Segundo o Sebrae, manter a empresa organizada aumenta as chances de crescimento do negócio. “Ele pode fazer sozinho ou contar com a ajuda do Sebrae, que é o mais recomendado, porque conseguimos orientar desde a escolha da atividade até outras questões relacionadas à formalização”, explicou Francisco Lima. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.